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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

" A QUEM EDUCA '

A QUEM EDUCA

Educa quem educará. E quem aprender a perder. quem, cuja obra permanecer muito depois do momento de educar.
educar é perder as batalhas de imediato. Menoas a do amor. É abrir mão da pretensão do reconhecimento e saber que quando vier - se vier - já tempo não haverá para receber o agasalho de sua manifestação. É aceitar perdurar apenas na lembrança. É perder porque, em qualquer sistema, o verdadeiro educador estará ameaçando algo, até mesmo tudo em que acredita.
O verdadeiro educador é o que acompanha as mutilações da vida, dos tempos, dos comportamentos. É quem logo vê o abismo de imperfeições implícito no próprio ato de educar. Sabe que educar é educar-se a cada dia. E é ser capaz de equidistância de esquemas, sistemas ou fórmulas infalíveis, ilusões de verdade, última das coisas.
Educo hoje, com valores adquiridos ontem, pessoas que são o amanhã. Os valores de ontem, percebo alguns. Dos de amanhã, não sei. Educo com os de ontem ( os de minha formação )? Perderei os hojes e os amanhãs. Educo com os de hoje? Perderei o que havia de sólido nos de ontem e nada farei pelos de amanhã, que serão outros? Educo com os de amanhã? Em nome de que? Da minha precária maneira de conceber o amanhã que escapa pelos vãos do meu cédrebro?
Se só uso os de ontem, não educo: condiciono. se só uso os de hoje, não educo: complico. Se só uso os de amanhã, não educo: faço experiências à custa das crianças. Se uso os três, sofro. Mas educo. Imperfeito, mas correto.
Por isso, educar é perder sem perder-se. Sempre. É ameaçar o estabelecido. Mas é também, integrar. viver as perplexidades das mutações; conviver honradamente com as angústias e incertezas, ir dormir cravado de dúvidas, mas ter sensibilidade para distinguir o que muda do que é apenas efêmero; o que é permanente do que é reacionário. É dormir assim e acordar renovado pelo trabalho interior, e poder devolvder segurança, fé, confiança, formas éticas de comportamento, o verdadeiro sentido de independência e liberdade, e os deveres sociais consigo mesmo; com o próximo aprender a fazer a parte que lhe cabe no esforço comum.
(Artur da Távola)

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