A floresta dos monstrons...
Já passava das 10 horas da noite quando Raissa foi deitar-se.
Raissa era uma pequena garota, de olhar forte e sorriso largo. Vivia muito bem com seus colegas e sua família. Morava com sua mãe e seus avós maternos. O restante de seus familiares estava muito longe e bem espalhado pelo país em que vivia. Deles não sentia saudades, pois muito pouco se lembra deles.
Essa noite não seria para Raissa igual às outras. Lorge o condutor dos sonhos já havia preparado para a pequena uma inusitada e maravilhosa viagem ao mundo dos Petirigotos.
Acompanhe mais essa aventura. Você vai se deliciar com os sustos e espantos que estão preparados para Raissa.
-Bom dia, mamãe! Mamãe onde você está? Cadê todo mundo? Que lugar é esse?
Raissa não sabia mais começava agora uma nova aventura...
-Nossa! Estava agora a pouco na minha cama e agora estou nesta floresta.
-Onde será que estou? Que lugar é esse? Por que as árvores são tão baixas?
-Ai! Minhas costas doem. Não estou agüentando andar quase de joelhos.
-Estou ouvindo um barulho!
-Silêncio! Não façam barulho! Assim comentavam os Petirigotos que se encontravam um pouco mais adiante da pequena Raissa.
-Parem! Temos visita e não podemos assustá-la.
-Ahahahahahahahah! Não tem quem não se assuste somos os mais feios deste planeta.
Esqueci-me de contar: Os Petirigotos vivem no planeta “encantado”... Lá tudo é diferente, tudo é encantador. Você também vai se encantar. Bem! Vamos continuar...
-Mamãe!! Vovô!!! Me ajudem!
Nada disso adiantaria. Raissa já estava perdida e muito próxima do chefe-mor dos Petirigotos.
Esse cheiro de humano aproximava ainda mais a pequena e o monstro.
Buuummm!
-Que susto! Não! Não me carregue! Coloque-me no chão!
-Levem-na para a árvore da solidão. Ficará em observação. Vamos descobrir de que planeta surgiu essa espécie.
-Hummm!! O que será isso?
Os petirigotos viviam num país em que até hoje nenhum humano havia chegado. Como será que Raissa vai sobreviver a mais essa emoção??
Raissa está acordando...
Olhem! Corram! Ela está se mexendo.
-Oi!! Quem são vocês? Que lugar é esse? Me levem de volta para a minha casa. Quero a minha mãe.
-Uga, luba tuba! Tuba, tuba nuda.
Os petirigotos começavam a observá-la e conversarem entre si.
-Meu Deus! O que estão falando? Como vou entendê-los?
Calma Raissa, não se apoquente! Para tudo tem-se um jeito...
Em tão pouco tempo Raissa já estava em frente a uma grande máquina.
Buga, Tuba! Muga Muga!
Para espanto de Raissa toda essa conversa começa a ser traduzida nessa gigantesca máquina.
Luzes acendem e piscam. Raissa ainda está um pouco assustada, pois essas figurinhas são mesmo de arrepiar.
O chefe mor se apresentava segurando uma lança brilhante em sua mão, de mais ou menos uns Trinta centímetros. É !! É isso mesmo! Trinta centímetros.
Os Petirigotos eram seres que não atingiam mais que cinqüenta centímetros, mas, eram ligeiros e gostavam de se aparecer.
Todos eles tinham olhos bem esbugalhados. No lugar da cabeça havia uma crista. É! Essa igual a de um galo. Em cada pé três dedos e em cada mão... Bem, a mão é melhor nem falar.
Aliás, foi a única coisa que realmente causou espanto em Raissa, porque, o resto Raissa até logo se acostumou.
É mas, vamos parar de conversa mole e voltar à Raissa.
Agora Raissa estava mais tranqüila. Começou a compreender melhor todos aqueles pequenos monstros de cor “Azul celeste”. Já estava gostando deles.
É! E eles também daquela espécie tão esquisita, pois, para eles o normal era ter dois olhos um embaixo do outro. Esquisito, né!
Havia um dos Petirigotos, muito sério. Era ele que acionava os botões daquela máquina e apresentava tudo a Raissa. Claro que se não fosse ela, a máquina, Raissa não teria conhecido toda aquela floresta. Floresta de árvores pequenas, poucas folhas e muitos galhos retorcidos.
No país “encantado” não havia água em abundância, mas em compensação muita tecnologia.
Os Petirigotos subiam de um andar ao outro através de pequenas naves. Todas elas saiam em horários rigidamente controlados por uma outra máquina não tão grande como aquela que Raissa conhecia o pequeno país.
Alimentavam-se de um mexido de cor vermelha. Todos os dias colhiam das pequenas árvores um fruto grande de cor roxa da qual saia um suco ralo, mas, de uma poupa bem...
Raissa sem entender suas conversas conseguiu descobrir aos poucos que estava bem longe de casa e agora precisaria da ajuda deles para voltar.
Oh, meu Deus! Como farei para voltar? Não entendo o que eles falam e eles não me entendem!
Enquanto isso...
Filha, acorde! Raissa hoje é domingo, sei que gostaria de dormir até mais tarde, mas, você combinou com seu avô de passearem no recanto encantado. Seu avô está esperando, vamos!!!
O que? Onde estou? Raissa você está aqui! Em casa, filha!
A mamãe, que bom! Dá um beijo?
Carla Tatiane
sábado, 31 de dezembro de 2011
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