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domingo, 29 de maio de 2011

NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA


Por que porquês?

Parece bobagem, mas, na hora de escrever, pequenas dúvidas se tornam grandes. Na escrita, as expressões com o mesmo som têm grafias diferentes, e esse é um dos motivos pelos quais temos tantas dúvidas.

Há quatro formas de se escrever estas expressões: “por que”, “por quê”, “porque” e “porquê”... Não se trata apenas de um capricho da Língua Portuguesa -são palavras diferentes, com usos diferentes, mas que se assemelham muito na forma e no som.

Porquê

Essa forma funciona como um substantivo.

“Não sei o porquê de você ter brigado comigo.”
“Não sei o porquê deste zero na prova, já que eu estudei horrores!”
“O porquê de sua questão não ficou muito claro.”
“Seus porquês não são relevantes.”

Dica: uma das formas de perceber quando o porquê é ou não é um substantivo é verificar se ele está acompanhado de um artigo ou de um pronome.

Porque

Essa forma é usada como sinônimo de “pois”.

“Eu não saí ontem porque choveu.”
“Ele não quis ir ao cinema porque estava muito cansado.”
“Não viaje à noite porque é muito perigoso.”

Trata-se de uma forma geralmente usada como resposta a perguntas e funciona como uma conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa. Trocando em miúdos, essa forma sempre introduz a causa de algo ou uma explicação.

Por que

Quando trata-se da preposição por + que, é usado nas frases interrogativas:

“Por que você chorou?”
“Por que você não saiu ontem?”
“Por que você foi mal na prova?”


Quando o “que” for um pronome relativo, temos as seguintes expressões:

“O lugar por que passamos é lindo!”
“Os motivos por que eu vim são muitos.”

Nesses casos, por que poderá ser trocado por um outro pronome, como “por onde”, no primeiro exemplo, e “pelos quais”, no segundo exemplo.


Quando o “que” é uma conjunção subordinativa integrante, ou seja, quando ele inicia uma oração subordinada substantiva, temos:

“Eu sei por que ele veio.”

Por quê

Usa-se esta forma em finais de perguntas ou de frases:

“Ele não quis sair de casa por quê?”
“A reunião foi cancelada e ninguém sabe ainda por quê."

Nesses casos, a palavra motivo ou razão fica subentendida, ou seja, poderíamos dizer “Ele não quis sair de casa por qual motivo/razão?” ou “A reunião foi cancelada e ninguém sabe por qual motivo/razão.”

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